Design Generativo – Nova abordagem

Senhores,

Estamos vivendo uma nova era de manufatura, onde metodologias de processos de adição de materiais tem se tornado mais rentáveis que métodos subtrativos.

Com isso, passamos a contar com uma nova possibilidade, Design Generativo

Vídeo

Esse material é compartilhado pelo maior parceiro Dassault das Américas, a Inceptra. Uma vez ele visualizado posso falar sobre o processo prático do Design Generativo

Como funciona isso convencionalmente

Os projetos convencionais nos deixam com uma série de preocupações normais

  • Espessura Mínima de material
  • Ângulo de extração de peças
  • Formas executáveis por humanos em projetos

Depois disso, caso exista uma ferramenta de validação, usamos uma ferramenta de simulação onde validamos o que foi projetado. Ferramentas de simulação mais simples, aceitam ou não a geometria a ser analisada. Outras mais completas, nos permitem selecionar uma dimensão do CAD e controlá-la para otimizarmos a geometria conforme guiarmos.

Abaixo um vídeo onde os estudos do SolidWorks Simulation São demonstrados na prática.

Uma nova abordagem

Com a abordagem do projeto generativo, imaginamos que temos uma função a ser atendida.

  • Um conector
  • Uma peça de ligação
  • Um componente de base

Com isso, e um projeto de componente preliminar definido, a magia começa a acontecer

Definição de referências

O vídeo com o componente desenvolvido convencionalmente, começa a otimização com itens fundamentais:

  • Furação base
  • Conexão

Essas regiões são sagradas, a otimização deve ser mantida, sem qualquer alteração

Descrição de função

Com a situação, de geometria base, definimos como a peça será submetida a carregamentos e como a peça estará sendo fixada em sua utilização prática. Seria como realizar a definição de função por um estudo prático.

Com isso, em design generativo, o usuário define um objetivo

  • Tensão máxima admissível
  • Deslocamento máximo admissível

Ao executarmos a simulação, qualquer ferramenta de Design generativo busca uma metodologia para a construção automática da peça.

A diferença é que neste tipo de simulação, o sistema busca a geometria que deveríamos utilizar, não nós guiando uma ferramenta baseado em parâmetros.

A produção

A nova etapa, depois de gerar a geometria, seria produzir o que seria calculado. Por manufatura aditiva, ficamos livres de geometrias presas, ou situações parecidas. Porém, poderemos utilizar guias, baseado na forma gerada, para criar uma peça que possa ser usinada.

A própria plataforma 3DEXPERIENCE, com tecnologias do CATIA, nos permite gerar superfícies que suavizam a forma calculada.

Depois, a própria ferramenta permite comparar as geometrias com aplicações a diversos métodos produtivos.

Conclusão

Para mim, quando pensamos em design generativo, estamos com algo que nos suporta a fabricar de forma mais eficiente em manufatura aditiva. Sendo que ela não tem muitas barreiras com as quais estamos sendo limitados em manufatura convencional, como a subtrativa.

Sds,
Kastner